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terça-feira, 10 de abril de 2018

Arrecadação e Público. Veja como foi o Santo André em 2018

O Esporte Clube Santo  André tecnicamente teve um 2018 desastroso, com o rebaixamento para a série A2 em consequência de uma campanha que colocou o time do Ramalhão na última colocação do Paulistão série A1 em 2018.

Como habitualmente fazemos, segue uma análise do público no Estádio e o lado financeiro de 2018, considerando exclusivamente os gastos dos jogos, registrados nas súmulas dos jogos.

Público: Em 2018 tivemos um total de 21.249 torcedores no estádio em jogos do Ramalhão em 6 jogos, média de 3.542 pessoas por jogo.  Em 2017 esse número foi de 31.205 em 10 jogos (ano passado, o Santo André disputou a Copa do Interior, chegando ao vice-campeonato), média de 3.121 pessoas por jogo.

Em média então temos um aumento de público nos estádios de cerca de 12%. O pior público foi registrado na partida de estreia, como era de se esperar, pois foi disputada no Primeiro de Maio - 824 pessoas.

O maior público foi na partida contra o Corinthians, com a presença de 9.072 pagantes. Porém temos que levar em conta que nesse jogo tivemos a presença de 1.867 pessoas para torcer pelo Ramalhão. A maior presença de público do Santo André nesse ano está no jogo contra o Botafogo, com 4.541 pagantes.

O que contribuiu muito com esse aumento de público foram as promoções do futebol sustentável, que levaram 3.958 pessoas na quarta rodada contra o Mirassol e 4.541 pessoas na décima rodada contra o Botafogo

Resumo:
Média de público em 2018 - 3.542 (12% a mais que em 2017)
Pior público - 824 pessoas (Red Bull no Primeiro de Maio)
Melhor público - 9,072 pessoas (Corinthians)
Melhor Público do Ramalhão - 4.541 pessoas (Botafogo)

Arrecadação: Excetuando-se o jogo contra o Corinthians, que arrecadou R$437 mil brutos, os demais jogos todos deram prejuízo. Os jogos do futebol sustentável levam um público maior mas remuneram somente R$5,00 por ingresso trocado.

Se considerarmos que um jogo do Ramalhão custou nesse ano de 2018 em média R$39 mil, as arrecadações brutas que chegaram no máximo em R$26 mil trariam um prejuízo no final. Porém a partida contra o Corinthians arrecadou R$323 mil líquidos, o que gerou no final do campeonato, em seis jogos um resultado positivo de R$234 mil.

No Paulistão 2017, em 10 jogos o resultado foi positivo em R$248 mil. Se compararmos com 2018, o montante líquido do Ramalhão em média foi de R$39 mil por jogo, contra R$22 mil em 2017 representando um resultado 41% melhor. Isso talvez possa ser explicado comparando o preço médio do ingresso contra os cabeças de chave.

Em 2017 contra o Santos, o preço médio foi de R$29,48 e em 2018 o preço médio contra o Corinthians foi de R$48,25.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Santo André é Prata no programa Excelência da FPF

O Esporte Clube Santo André foi avaliado na categoria Prata no programa de excelência da Federação Paulista de Futebol 2015 inclui os clubes das séries A1 e A2 do Paulistão. Os critérios avaliados são: Base, Torcida, Estádio/Infraestrutura, Negócios, Atleta e Comissão Técnica, Desempenho Técnico, Futebol Feminino, Recursos Humanos, Filiação e Gestão e Finanças.

Na sua primeira edição em 2016, ninguém foi avaliado na categoria "ouro". Os clubes são avaliados e recebem prêmios em dinheiro. As comparações para avaliação são sempre do clube com ele mesmo, se melhorou nos quesitos avaliados.

Então, o Esporte Clube Santo André foi avaliado em comparação com ele mesmo, para verificar a evolução. A premiação, que distribuiu R$ 1,6 milhão entre os participantes foi entregue em um evento realizado nesta quinta-feira dia 08 na sede da FPF

Na categoria Prata, Além do Santo André foram premiados Água Santa, Audax, Capivariano, Ferroviária, Linense, Rio Branco, São Bernardo e Taubaté.

Ficaram com o Bronze: Bragantino, Paulista, Penapolense, Rio Claro, São Bento e Votuporanguense. E receberam os certificados de participação Barretos, Batatais, Marília e Portuguesa.

Receberam os troféus de Ouro: Botafogo, Corinthians, Ituano, Juventus, Mirassol, Grêmio Novorizontino, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull, Santos, São Caetano, São Paulo, Sertãozinho e XV de Piracicaba.
 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Santo André faz promoção do Futebol Sustentável e leva prejuízo

O Esporte Clube Santo André fez a sua estreia no Campeonato Paulista em seu estádio, o Bruno José Daniel. O ponto negativo foi a marcação do jogo para uma segunda-feira a tarde. Para equilibrar a situação e contar com o seu torcedor, o time resolveu partir para a promoção Futebol Sustentável.

O resultado foi bom e marcou a presença de 3.958 pagantes. Se a intenção foi trazer o Andreense ao estádio, então a promoção atingiu o seu objetivo. Porém o resultado financeiro com a arrecadação somente de R$26.250 não cobriu as despesas de um jogo da série A1, que desde o ano passado giram em torno de 30 mil reais. 

Segue a análise do jogo

Promoção Futebol Sustentável - 3.050 pessoas - R$15.250,00 (5,00 o ingresso)
Arquibancada Oeste - Vendas - 347 pessoas - R$ 9.880,00 
Arquibancada Oeste - Lei 9266/10 - 408 pessoas - R$0,00

Visitante - 53 pessoas - R$ 1.120,00 

Total Arrecadado - R$ 26.2550,00
Despesas - R$ 36.069,80

Renda Líquida -  -R$ 9.819,80

Então o público foi distribuído segundo o borderô com 3.050 pessoas em um lado da arquibancada (Leste) e do outro lado (Oeste) tínhamos  855 pessoas. pelo Santo André e 53 visitantes.

Com esse resultado, em dois mandos o Santo André acumula um prejuízo de R$ 24.887,76.

Sempre deixando claro que se para o clube, a presença do to

rcedor em campo apoiando o time, o resultado foi atingido.O Santo André pretende repetir essa promoção em outros jogos. Para que ela alcance a viabilidade financeira caso se disponibilize o total de 3.000 ingressos nessa promoção  será preciso que na arquibancada Oeste tenha pelo menos 750 pessoas pagando ingresso médio de 20 reais.

Esse seria o ponto de equilíbrio para cobrir uma despesa de 30 mil reais, lembrando que a despesa desse jogo foi de 36 mil reais.

Anexo a súmula do jogo para que vocês possam tomar conhecimento das despesas.
http://2016.fpf.org.br/sumulas_2018/a1/3973-31f.pdf

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 28 de janeiro de 2018

Presença de torcedor Andreense em 2018

Foram três rodadas, nas três o torcedor Andreense não pode acompanhar o time dentro da sua casa no Estádio Municipal Bruno José Daniel. A primeira partida, que marcou a estreia do time foi no Allianz Parque e terminou com a derrota do time Andreense por três a um.

Nesse jogo tivemos a presença de 151 pessoas na casa do adversário, sendo que 39 pessoas pagaram R$100 reais pelo ingresso e 112 pessoas pagaram meia entrada - R$50 reais. Os Andreenses então contribuíram com  R$9.500,00 com a arrecadação.

Vamos deixar o terceiro jogo para analise mais abaixo, pois além da torcida teremos a participação do clube como primeiro jogo com mando do Ramalhão.

O terceiro jogo contra o Ituano mostrou a presença de 60 pessoas, sendo que apenas uma pessoa pagou a entrada inteira - R$ 40 e 59 pessoas pagaram meia entrada R$20 reais. No total a contribuição Andreense para arrecadação foi de R$1.220,00

No total fora de casa, tivemos a presença de 211 Andreenses que gastaram R$10.720,00 com ingressos. O ticket médio fora de casa é de R$50,80 (fora a viagem).

O jogo com mando do Ramalhão foi disputado no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo. O jogo contou com a presença de 824 pessoas, sendo 763 pela torcida do Santo André que arrecadaram R$17.020,00. 

No total foram 29 ingressos de R$40 reais e 734 ingressos de meia entrada, a R$20 reais. O ticket médio da torcida do Ramalhão em casa é de R$22,30.

O clube arrecadou R$18.320,00 e o jogo custou no borderô R$33.387,96. Então o clube teve prejuízo líquido de R$15.067,96. 

Segunda-feira as 17h30 teremos o retorno do Ramalhão ao Bruno José Daniel, contra o Mirassol. A expectativa é de um grande público, graças a promoção de troca de ingressos por garrafas Pet. Vamos analisar jogo a jogo a presença do Andreense fora e dentro de casa, além de uma análise do borderô quando o time joga com seu mando




Impedido ou não? Análise do lance Santo André x Ituano

O Esporte Clube Santo André disputou até aqui três partidas pelo Campeonato Paulista de 2018. A estreia foi contra o Palmeiras, uma derrota por três a um, a segunda partida foi contra o Red Bull no Estádio Primeiro de Maio e a terceira partida contra o Ituano no Novelli Junior em Itu, um empate em zero a zero.



Esse último jogo teve um lance polêmico. Após uma cobrança de escanteio, Lincon cabeceou para o gol e a bola passou por Guilherme Garré, que estava adiantado e em posição de impedimento. O árbitro, após clara consulta ao assistente, anulou o gol.

Esse lance gerou muita polêmica acerca da decisão da arbitragem, até porque em 2017 houve um lance bem parecido com o próprio Santo André ou até o gol do São Paulo contra o Mirassol na mesma rodada.



Resolvi então mergulhar sobre a regra de impedimento. Encontrei o Livro de Regras de Futebol 2017_2018, da CBF e encontrei a seguinte redação:

Primeiro ponto observado - Impedimento passivo não existe! O texto da regra é claro:
"Um jogador em posição de impedimento no momento em que a bola for jogada ou tocada por um companheiro de equipe só deve ser punido se participar ativamente do jogo: "

Sobre a sua participação ativa, temos a seguinte redação, quando o adversário não toca na bola:
"> Impedindo um adversário de jogar ou de poder jogar a bola ao obstruir claramente sua linha de visão ou;
   > disputando a bola com o adversário ou;
   > tentando claramente jogar a bola que se encontre próxima de si e quando essa ação causar impacto no adversário ou;
>  Praticando uma ação óbvia que tenha impacto claro na possibilidade de o adversário jogar a bola."

Analisando o lance do gol anulado:
> Guilherme Garré não obstrui a linha de visão de goleiro;
> Em nenhum momento disputa a bola com o adversário;
> Não se dirige em direção a bola, pelo contrário, foge dela;
> Não pratica nenhuma ação de impacto claro 

Ainda sobre o ponto de impacto claro ou interferência, como queiram, a redação dada pela FIFA é a seguinte:
 " 1 - Interferir na jogada significa tocar na bola recebida de um companheiro de equipe. 
2 - Interferir junto ao adversário significa impedir que um adversário jogue ou possa jogar a bola, obstruindo claramente o campo visual do adversário ou disputando a bola com ele.
3 - Conseguir vantagem de uma posição irregular significa tocar na bola após rebote da trave ou do travessão ou desviada por um adversário quando se está em posição de impedimento."  

Voltando ao lance anulado. Guilherme Garré corre em direção contrária a linha da bola, e em nenhum momento no lance atrapalha a visão do goleiro pois não se coloca entre a bola e o goleiro e não toca a bola, ou faz qualquer movimento que indique a sua intenção de tocar na bola.

Portanto, Guilherme Garré em nenhum momento está em posição de impedimento. A anulação do gol foi algo lamentável que prejudicou e muito o time Andreense.

Alguns tentam colocar a culpa na regra, dizendo que ela é subjetiva. Não vejo nessa regra, nenhuma subjetividade, apenas uma aplicação (não interpretação) errada da regra. Não há subjetividade em anular um gol citando qualquer situação que não conste na regra. Isso é um erro.

Portanto, o árbitro acertou ao confirmar o gol da Linense, entendendo que o atacante do time de Lins não interfere na visão do lance de Zé Carlos e que não toca na bola ou faz qualquer gesto que indique que vai fazê-lo e a mesma situação do gol do São Paulo. Todos os lances foram legais e validados, menos o do Ramalhão, o que caracteriza um erro de aplicação de regra, não de interpretação.

Fontes consultadas:
CBF e Blog do Gaciba

domingo, 17 de dezembro de 2017

Ramalhão apresenta seus uniformes

O Esporte Clube Santo André aos poucos vai apresentando os seus uniformes para a disputa do Campeonato Paulista de 2018. A primeira apresentação foi da terceira camisa, em uma promoção feita pelo Facebook.

A terceira camisa de um clube de futebol é alguma coisa muito mais comercial, para vender e uma recordação específica de um ano. Nesse sentido o uniforme vem muito modificado, com amarelo predominante e com listas azuis


Outra camisa já apresentada foi a de treino. As revelações da base, os zagueiros Heliton e Gabriel GB apresentaram o uniforme.



E a última imagem para quem compareceu ao evento de apresentação do time de 2018, da camisa número 2 do time Ramalhino. A camisa é replica da década de 80, fazendo lembrar o ano mágico de 1984.




Esses são os uniformes para o ano de 2018 do glorioso Ramallhão.

Marcelo Alves Bellotti


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Santo André e sua Copa do Mundo

Estamos no mês de dezembro e o Santo André se prepara e segue seu planejamento para a disputa do Campeonato Paulista da série A1, seu único torneio anual desde 2015. Nesse período temos então 21 jogos em 2015, 24 em 2016, quando participou do octogonal final, sagrando-se campeão da A2 e 18 jogos em 2017.

Como o Campeonato Paulista é um torneio jogado sempre em tiros curtos de janeiro a maio, temos então uma Copa do Mundo para o Ramalhão. Em 2018, por ser ano de Copa do Mundo, o início do Paulistão foi antecipado para a terceira semana de Janeiro.

Esse ano então teremos um campeonato começando em uma quarta-feira, provavelmente a noite, sem muito apelo popular, em meio a uma disputa de Copa São Paulo. A primeira fase será  disputada no período de 17 de Janeiro a 11 de Março, totalizando 53 dias de torneio com um jogo a cada 4 dias.

Para essa maratona, o Ramalhão vem se reforçando com nomes experientes, buscando mesclar com a base, que poderá ainda estar disputando a Copa São Paulo. Acredito que para a disputa dessa verdadeira Copa do Mundo, o Ramalhão deve priorizar jogadores que não estejam voltado de contusão, ou parados há muito tempo.

Os anos anteriores devem então servir como aprendizado. Em 2014 o time perdeu Diogo Orlando, contundido no meio do campeonato. Em 2015 foi Rodriguinho, em 2016, tanto Branquinho quanto Luciano Sorriso sofreram quanto ao condicionamento físico.

O time do Ramalhão busca uma vaga na série D do Brasileirão de 2019, já que em 2018 temos definidos até o momento as equipes do Mogi Mirim (rebaixada da série C), além de Ferroviária (Campeã Copa Paulista), Linense, Mirassol e Novorizontino.

A expectativa é que para o ano de 2018, os torcedores do Ramalhão possam ter um time que represente a cidade no futebol profissional o ano todo, em todas as competições possíveis, como idealizava um de seus fundadores, o saudoso Wigand Rodrigues dos Santos.

Marcelo Alves Bellotti

sábado, 6 de maio de 2017

Torcedor Andreense protesta pedindo a Copa Paulista

Mais uma vez o torcedor Andreense mostra sua diferença aos demais torcedores. Indignados com a postura do time, que anunciou que não pretende disputar a Copa Paulista em 2017, os torcedores Andreenses demonstraram a sua indignação nas redes sociais.

Até aí, nada de novo, a não ser que após esse movimento de indignação nasceu dos torcedores uma ideia de protesto. Então, em um autêntico levante popular, sem lideres ou pessoas querendo aparecer, somente pela causa e pelo ideal, os torcedores elaboraram um abaixo-assinado

Os torcedores protocolaram na Prefeitura de Santo André esse abaixo-assinado com 2000 assinaturas e solicita a Prefeitura e ao prefeito Paulo Serra que interfira na decisão do clube em encerrar as atividades profissionais esse ano. No documento ao lado os torcedores lembram do esforço da prefeitura para aprontar a iluminação do Brunão.

Esse é mais um fato que torna o Andreense um torcedor diferenciado, que participa, cobra e tenta fazer valer o seu direito. Um movimento que como o próprio time, nasceu de uma vontade popular, de um desejo te todos que é poder ir ao estádio e ver o seu time jogar

todos participaram de forma voluntária, sem vaidades, com um desejo único do Esporte Clube Santo André. Orgulho de ser Andreense!

Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Brunão inaugura a iluminação e pode voltar a ter jogos a noite

Hoje as 19 horas teremos a inauguração do sistema de iluminação do Estádio Municipal Bruno José Daniel em Santo André. O Estádio passou por um processo de reconstrução após 2011 e a derrubada da estrutura de concreto da marquise, que sempre caracterizou o estádio.

Em 2011 após a interdição do local, o prefeito à época iniciou algo que ele mesmo chamou de reforma... começou aí o calvário para a torcida andreense. Foram seis anos e duas administrações municipais até chegarmos a inauguração de hoje.

Nesse período quem mais sofreu foram os torcedores do Ramalhão. Atos, protestos, acompanhar o jogo na grade fora do estádio, subindo em árvores... nada calou o amor do torcedor nesse período. O time foi para a série A2, teve uma arquibancada liberada, mas mesmo assim sofria pelo fato de não poder jogar a noite.

Sem refletores, os jogos sempre recaiam par as 10 da manhã, que muda a rotina dos atletas e como o time joga somente três meses por ano e em pleno verão, a situação fica bem complicada.

Lembrando que no começo da reforma, que previa também a modernização dos vestiários. o Andreense tinha um estádio com placar, área coberta, cadeiras e iluminação. Hoje temos um estádio que terá iluminação, teve instaladas as cadeiras em um setor do estádio.

Que seja devolvido o estádio, mesmo que em fases, ao povo andreense. O jogo que reinaugura o sistema de iluminação será entre Seleção da Liga Andreense x Seleção da Uniligas. Vale a pena dar uma conferida.


Marcelo Alves Bellotti

terça-feira, 4 de abril de 2017

Santo André e os números do Paulistão

Chegou ao final a primeira fase do Paulistão e iniciamos a disputa do Troféu do Interior. No total até agora temos 8 jogos realizados em 2017 no estádio Bruno José Daniel, sendo 6 pela primeira fase do Paulistão, um pela Copa do Brasil e outro pelo troféu do Interior.

O melhor público foi no jogo contra o Santos, com 9.286 pessoas, mas a melhor presença andreense no estádio foi na partida contra o São Bernardo, com 3.250 Andreenses no estádio. Contra o Santos foram 3.110.

Os jogos no Brunão renderam ao time um total bruto de R$515.955,00 e tiveram uma despesa de R$332.444,91, o que proporcionou um resultado positivo de R$183.510,09. Porém esse resultado só foi conseguido devido ao jogo contra o Santos, que teve o preço de seu ingresso majorado para R$60 a inteira e R$30 a meia entrada. para que se tenha uma ideia, esse jogo rendeu um lucro de R$188.322,67. Se tirarmos esse valor do total arrecadado, os jogos deram um prejuízo.

Apenas três jogos fecharam com saldo positivo. A estreia contra o Ituano, o clássico contra o São Bernardo e o jogo contra o Santos. em todos eles, o público superou as duas mil pessoas. Os jogos contra Criciuma, Linense, Botafogo, Ponte Preta e Red Bull, que tiveram um público presente menor que duas mil pessoas, todos eles a despesa superou a receita com a arrecadação.

A FPF faturou R$25.797,95 até agora, dos jogos do Ramalhão em casa. Esse número, bem como o total de despesas só poderá ser melhor analisado depois com o campeonato fechado. O último jogo contra o Red Bull foi o pior publico da temporada, com apenas 1.038 presentes sendo 832 pagantes.

Podemos dizer que nesse sentido, a presença do Santo André na primeira divisão necessariamente não atrai público ao estádio. Se compararmos esses públicos com as finais do ano passado, na série A2 temos uma presença muito maior. Contra o São Caetano nas quartas de final foram 4.298 pessoas no Brunão e contra o Barretos a presença de 5.856.

O torcedor Andreense teve uma média de comparecimento na série A2 de aproximadamente 2.400 pessoas enquanto esse ano na elite temos 2.930 devido ao jogo contra o Santos. E se olharmos para esse jogo, teremos a presença de 6.176 visitantes no estádio.

Talvez isso se explique com a diferença no preço do ingresso, que na A2 era de R$20 e que na série A1 é de R$40, por força de regulamento do Paulistão.

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 12 de março de 2017

Show de horrores no Morumbi

Esse é o tipo de coisa que o "portador de deficiência ou mobilidade reduzida" tem que passar. O amigo Rafael Costa Soares é uma presença constante em jogos do Ramalhão. A mobilidade reduzida nunca foi obstáculo para acompanhar os jogos do Ramalhão, seja no Bruno José Daniel ou em qualquer estádio.

Porém uma situação desagradável ocorreu justamente aonde não se imaginava, no Estádio Cicero Pompeu de Toledo, no Morumbi. Mesmo portando um ingresso, Rafael estava sendo barrado na porta do Estádio. A alegação do funcionário do clube é a de que Rafael deveria se dirigir a uma área própria para cadeirantes. O problema é que essa área reservada ficava no meio da torcida do São Paulo e Rafael estava identificado com a camisa do Santo André e, naturalmente seria hostilizado.

Rafael estava ali para simplesmente assistir o jogo... par isso fez o que dele se esperava... comprou um ingresso e se dirigiu a área reservada a torcida visitante. Não houve em nenhum momento a solicitação de qualquer privilégio. Apenas a garantia de um direito que parecia certo a partir da aquisição do ingresso... a de assistir o jogo ao lado dos seus torcedores. Mauricio Noznica filmou o ocorrido...

Após muito bate-boca, a situação foi facilmente resolvida pela Polícia Militar. Rafael foi conduzido a uma área do Estádio destacada na torcida visitante, um torcedor se responsabilizou e assistiu o jogo ao lado de Rafael, (o amigo Luiz Carlos Marques) e tudo foi solucionado com bom senso, como mostra a foto.

Isso mostra a falta de respeito com que se trata uma pessoa com mobilidade reduzida. Uma situação simples, que com o mínimo de respeito poderia ser resolvida

Entendendo as Leis... O Decreto 5296 de 2004 sobre acessibilidade, o que deve ter sido a razão da discussão diz..."Art. 23.  Os teatros, cinemas, auditórios, estádios, ginásios de esporte, casas de espetáculos, salas de conferências e similares reservarão, pelo menos, dois por cento da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e a obstrução das saídas, em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT."

O Estatuto do Torcedor diz em seu artigo 13 parágrafo único...  "Será assegurado acessibilidade ao torcedor portador de deficiência ou com mobilidade reduzida". Não há a necessidade de ser uma área destacada, simplesmente de assegurar a um cidadão o direito a assistir um evento sem ser coagido ou incomodado mediante ao pagamento do ingresso, que naturalmente já lhe daria esse direito.

Espero que a Federação Paulista de Futebol tome providências e oriente seus funcionários para sempre proceder com respeito a todos os que frequentam os estádios, e que a direção do São Paulo Futebol Clube saiba orientar seus funcionários para lidar com essa situação. Propor a uma pessoa a assistir um jogo São Paulo x Santo André com a camisa do Santo André no meio de torcedores do São Paulo é no mínimo uma falta de respeito.

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 10 de março de 2017

Santo André se apronta para a decisão...

O Esporte Clube Santo André se prepara para uma decisão amanhã no estádio Bruno José Daniel contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Com uma campanha ruim, o Ramalhão que hoje se encontra apenas na décima quarta posição, a um ponto da zona de rebaixamento que por enquanto conta com Red Bull e Ferroviária.

O técnico Sergio Soares perdeu peças importantes para a montagem do time. Quando chegou já sabia que não poderia contar com Siloé e com Helton Luiz, o primeiro com problemas médicos e o segundo contundido.

No último jogo perdeu o lateral Cicinho, novamente com uma contusão na virilha e o meia Eduardo Ramos, que pediu a rescisão do seu contrato. Sergio tenta agora remontar o time para a partida decisiva.

Nos treinamentos realizados nesta semana, Sergio resolveu apostar na base. Com o aproveitamento ruim de seus atacantes o técnico do Ramalhão testou o menino David no ataque, que correspondeu a altura e pode ser confirmado no comando do ataque do Ramalhão.

Outro que recebeu uma chance e pode ser aproveitado o meia Alex. Com atuação destacada no Paulistão sub 20 em 2016, o atleta também foi testado e pode ser uma das opções para enfrentar o Botinha.

Sergio aposta na formação de um losango (1-4-2-3-1) como a melhor maneira para enfrentar seu adversário. Com dois volantes, três "meias" e um atacante, o grande problema do Ramalhão que foi a falta de ligação entre o meio e o ataque pode ser resolvido.

O jogo será na tarde desse sábado, a partir das 15 horas no estádio Bruno José Daniel, com transmissão via Sportv.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Santo André é derrotado em jogo polêmico

O Santo André jogou na tarde desse domingo, dia 05 de março, uma partida decisiva para as suas pretensões de continuidade na série A1 contra o São Paulo no Morumbi. A partida marcou a estreia de Sergio Soares no comando técnico do Ramalhão.

O técnico começou o jogo abdicando do sistema anterior de três volantes. Então o time foi escalado com dois volantes (Baraka e Dudu), dois meias (Eduardo Ramos e Serginho e um atacante (Henan) em um clássico losango, que é utilizado por vários técnicos.

O jogo porém começou a ser definido não pela diferença técnica das duas equipes ou por um melhor jogo da equipe da casa mas pelos erros de arbitragem. Aos 4 minutos da primeira etapa, Cicero em completo impedimento.

Esse gol fez com que o Santo André tivesse que mudar a sua postura e passase a tentar agrediro o São Paulo, ficando com a posse de bola. Em uma retomada rápida, o time de Rogério Ceni fez o segundo gol. Na segunda etapa, Sergio Soares tirou Eduardo Ramos, figura nula em campo e passou a jogar com três volantes. O resultado foi uma maior posse de bola e um gol Andreense depois de uma cobrança de falta



Após o gol, mais um balde d'água. Em mais um lance infeliz da arbitragem, o atacante do São Paulo leva o braço a bola e a coloca no gol, minando assim qualquer possibilidade de reação do  time Andreense.



É fato  que o time do Santo André está desequilibrado, não tem condições de demonstrar um futebokl melhor, a própria classificação do time mostra isso. Mas o que ocorreu ontem no Morumbi foi lamentável.

Marcelo Alves Belloti

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Santo André - Mais um técnico se vai

Mais uma vez o Santo André não consegue terminar um certame, seja nacional ou regional com o mesmo técnico que iniciou. Toninho Cecílio, que começou a campanha do Paulistão, fez o planejamento do elenco, avaliou as contratações saiu do clube após a sexta partida com apenas uma vitória, três empates e duas derrotas.

O time com Toninho não conseguiu vencer em casa, com imensas dificuldades de propor jogo e sair com a bola. O Ramalhão optou por três volantes, mas a escolha dos nomes deixava o time sem saída de bola. O resultado não poderia ser pior... cinco gols em seis jogos (o segundo pior ataque, ao lado do São Bernardo).

Sabe-se que quando a coisa não anda, algo tem que mudar. Insistir em algo que não está funcionando não parece ser a receita correta. Mas se analisarmos, as mudanças foram em todos os lados. Após a derrota no clássico do ABC o time apresentou o meia Serginho, que entrou no time sem demora contra a Ferroviária. Os três volantes deram lugar a três zagueiros, dois meias e um atacante. Foi eficiente até o time marcar um gol. Depois recuou demais e quase perdeu o jogo.

Para o confronto com o Linense, apenas um volante, dois meias e três atacantes... resutado: aos 17 minutos do primeiro tempo o placar mostrava Linense 2x0 Santo André. Um time nervoso, abalado, cometendo falhas individuais incríveis.

Mas o que mais chamou atenção foram as mudanças táticas, que pareceram serem feitas sem nenhuma convicção ou treinamento, somente para mostrar que algo estava sendo tentado. Esse parece ter sido o erro fatal que culminou na troca da comissão técnica

Agora restando apenas seis jogos, a expectativa é que o novo técnico traga um sopro de esperança ao torcedor e um novo ânimo ao time. Vamos aguardar!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Santo André tem o seu melhor público em 2017

O time do Santo André jogou a sua terceira partida no estádio municipal Bruno José Daniel no último domingo as dez horas da manhã quando foi derrotado no clássico do ABC pelo São Bernardo pelo placar de 1 a 0.

O jogo marcou o melhor público do ano do time Andreense em sua casa. Foram 3.497 pessoas presentes no Brunão que renderam R$ 63.540,00. Novamente o preço médio do ingresso gira em torno de 18 reais. Tivemos o registro de 936 pessoas que não pagaram ingresso, cumprindo o disposto na Lei 9266/10.

Seguindo na planilha de custos de 2017, temos a destacar três colunas. A primeira é do total do jogo contra o São Bernardo, a segunda tem os valores médios dos três jogos. O objetivo é comparar o custo do jogo com o custo médio de cada item no campeonato, ou no caso de público, se saiu fora da curva média, tanto para cima quanto para baixo. A terceira coluna tem a soma das despesas e do público nos três jogos, dando o conhecimento de quanto é o ônus de um clube no Paulistão com cada um dos envolvidos.



 Esse foi o resumo de três jogos, estaremos acompanhando os demais, até chegarmos a o valor médio de cada item relevante dentro de uma partida de futebol no Bruno José Daniel.

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Santo André e Criciúma, prejuízo técnico e financeiro

Esse ano vamos demonstrar o "quanto custa' o futebol dentro do estádio de um time mandante, somente com as despesas básicas, sem contar a instalação do placar, o sistema de som e outras despesas que não constam do borderô.



O jogo pela Copa do brasil na última quinta-feira, não proporcionou somente um prejuízo técnico com a derrota na partida contra o criciúma, mas também um prejuízo financeiro. Como é o segundo jogo no Brunão, estaremos mostrando um comparativo com o primeiro jogo. Para os demais, iremos comparar com um acumulado das partidas

Tivemos então no Brunão, nesta quinta-feira, comparando com o primeiro jogo:



Uma diferença significativa é a ausência da cobrança do Antidopping no jogo. As demais despesas parecem ser proporcionais ao público. Também é de se notar que não há no borderô do Campeonato Paulista, a cobrança de Arbitragem, sendo esta restrita ao Brasileiro.

Seguimos com o custo de R$1,00 por ingresso, sendo que desta vez tivemos a devolução de 50 ingressos. O saldo nos jogos do Bruno José Daniel ainda é positivo, porém irrisório, de pouco mais de quatro mil e seiscentos reais. Esse foi o resumo de dois jogos, estaremos acompanhando os demais

Marcelo Alves Bellotti

segunda-feira, 18 de maio de 2015

FPF divulga Copa Paulista e vaga para a série D

Como era esperado, a FPF divulgou nesta tarde as equipes participantes da Copa Paulista 2015 e na relação não consta o Esporte Clube Santo André. Como de costume, o time não se manifestou em seu site oficial em nenhum momento para se comunicar com o seu torcedor para declara o motivo da não participação.

Em uma entrevista ao Diário do Grande ABC, o presidente do Santo André se manifestou dizendo que a participação do time na Copa Paulista não se viabilizaria pois não indicava o time para o Campeonato Brasileiro da série D, apenas para a Copa do Brasil, como foi o caso do time Andreense em 2015.

Soma-se ao fato de que o Estádio Municipal segue dilapidado e em eterna reforma, fazendo com que o custo por partida do time do Ramalhão aumentasse significativamente com aluguéis de estádios em outras cidades. 

Porém a notícia que vem da Federação Paulista é uma alteração no regulamento. Os dois finalistas da Copa Paulista 2015 serão premiados com competições nacionais. A FPF trabalha para aumentar o número de representantes paulistas na série D e vai oferecer essa premiação aos clubes finalistas, cabendo ao clube campeão a escolha da vaga na série D ou a participação na Copa do Brasil. Ao outro clube, fica a opção restante.

Fica o vazio no torcedor andreense, que justamente no ano em que a Copa Paulista abre a possibilidade de classificação para a série D, o seu dirigente maior, sem qualquer explicação, se diz decepcionado e resolve fechar as portas do clube em 2015.

Resta ao torcedor Andreense acompanhar o time nos torneios de base. Planejar 2016... ora... não nos façam de tolos!

Segue o anúncio da FPF



Marcelo Alves Bellotti

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Carta de um Andreense

Esporte Clube Santo André, nascido de uma ideia de profissionalização de um time para representar a cidade no futebol profissional, pensa fazer apenas 19 jogos profissionais em 2015 e de maneira simples não participar de nenhuma competição além do campeonato.

Peço a vocês dirigentes, que repensem essa decisão, que coloquem um time em campo para representar a cidade de Santo André em um torneio que o time tem o direito de participar, a Copa Paulista.

Sei que o torneio não é rentável, são viagens intermináveis pelo interior do estado, em campos praticamente vazios e manter um elenco custa caro. Sei que o time hoje conta seu prejuízo pela participação na série A2, sei que o fato do time estar sem estádio, pela interminável obra do Bruno José Daniel, sei também que o fato do torneio não classificar o time para a série D são motivos suficientes para dar suporte a decisão dos senhores.

Mas peço que reflitam para a razão da existência do clube, da razão pela qual ele foi criado. O Santo André deve sempre representar a cidade nos torneios que tem a oportunidade de participar. Abrir mão dessa participação significa renunciar ao direito de representar a cidade no profissionalismo.

Abrir mão de disputar um campeonato pode ser uma decisão justificável, desde que haja outro campeonato a participar. Caso contrário o time perde o sentido da sua existência. De que vale um time de futebol, que não se digna a praticar o futebol para seus torcedores?

Sei que são poucos os torcedores que vão ao estádio, que eles vaiam o time quando ele joga mal, que pressionam jogadores no vestiário. Isso é torcer, senhores, é a maior prova de amor a um time de futebol. O cara vai ao jogo, xinga, chora e grita e no jogo seguinte está lá novamente, disposto a xingar, chorar e gritar.

Ir ao estádio ver um jogo do Santo André é a oportunidade de rever amigos, de poder gritar na arquibancada todo o orgulho de morar nessa cidade, de fazer parte desse clube, dessa história gloriosa. É isso que os senhores querem retirar de mim, em nome de razões que ao seus olhos podem até fazer sentido, mas que para quem vive de futebol, que se alimenta da paixão pelo seu time e pelo orgulho de vê-lo entrar em campo, não existirão explicações plausíveis

Tenho observado o time se definhando aos poucos desde 2010, com rebaixamentos sucessivos, perdendo seu estádio, tudo colaborando para desprender o time da sua cidade. O estádio municipal é um lixo, vitimado por brigas políticas intermináveis, o time saiu das mãos da empresa que o administrava, parecíamos ter chegado ao fundo do poço.

Em 2015, coube as autoridades da prefeitura municipal, que não conseguem terminar uma obra simples e cumprir seu próprio cronograma e ao presidente do Esporte Clube Santo André, provar a todos que existe mais espaço para cairmos. Fechar o clube no segundo semestre! Peço aos senhores que pensem, antes de tirar de mim a alegria de ver meu time em campo, representando a cidade que eu amo.

Marcelo Alves Bellotti

sexta-feira, 27 de março de 2015

Quanto custa um jogo de futebol para o Santo André?

Estava me fazendo essa pergunta pois os clubes reclamam tanto e frequentemente são acusados de má administração. Então parti para uma análise no Esporte Clube Santo André, sem maiores dados, apenas considerando o que temos disponível, e elucubrando sobre o assunto. Há processos que eu não sei qual o custo, decidi então trabalhar com uma estimativa média

Salários de Jogadores: Considerando um salário médio de R$5.000,00 por mês e, considerando que o clube tem uma participação em cada jogo de 11 titulares e 7 reservas totalizando 18 jogadores temos um custo de R$90.000,00. Se considerarmos 19 jogos no campeonato, temos um custo por jogo de R$4.736,84 

Comissão Técnica: Fazendo a mesma conta, por uma média de salário total de R$15.000,00 temos um total por jogo de R$789,47 

Diária de Hotel - Considerando o preço de uma diária no Hotel Ibis de R$88,00 para em média 22 jogadores concentrados, mais comissão técnica totalizando em média 25 pessoas temos um custo de R$2.200,00

Despesas fixas do Borderô (para jogos em casa):
Ambulâncias: R$650,00
Bilheteiros/Arrecadador: R$240,00
Ingressos: R$980,00 (em média)
Policiamento: R$2.689,00
Antidoping: R$2.304,00
Laboratório Antidoping: R$2.956,00
Despesas Diversas (Em média): R$1.800,00
Fiscalização: R$1.498,00
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Total Geral: R$13.117,00

Considerando que as despesas de borderô só aparecem nos jogos em casa, temos o seguinte resultado:

Jogos fora de casa: Despesa de R$4.736,84 (jogadores) + R$789,47 (Comissão Técnica) + diária de hotel R$2.200,00 - Total: R$7.726,31, sem direito a arrecadação e sem contar custo de viagem, considerando viagem em veículo próprio. Em 9 jogos fora de casa, temos R$69.536,79.

Jogos em casa: Os mesmos R$7.726,31 acrescidos de uma despesa fixa de R$13.117,00, chegamos ao total de R$20.843,31 por jogo. Se considerarmos 10 jogos em casa, teremos o total de R$208.433,10

Quando somamos jogos em casa + jogos fora de casa, teremos o total de R$277.969,89 de despesas praticamente fixas e considerando tudo como valor médio, obtido apenas por elucubração.

A informação é de que a FPF distribui a cada clube um total de R$150 mil reais como cota de participação. Até o momento, o Santo André arrecadou em jogos no Bruno José Daniel um total de R$56.800,00 colocando ingressos a um preço médio de R$9,00 (A média é prejudicada, pois cerca de 25% em média dos ingressos em cada partida são gratuitos). 

No total, somente no borderô o time do ABC tem computado uma despesa de R$81.020,08, que dá um total de prejuízo somente no borderô de R$24.220,00.

Para que tenhamos uma ideia, somente para empatar uma despesa fixa de R$13.117,00 em jogos em casa, considerando ingressos a R$10,00 e com cerca de 25% de ingressos gratuitos, como temos hoje, o público estimado teria que ser em torno de 1300 pessoas. Isso considerando-se apenas as despesas de borderô, sem contar a estimativa feita de custo de jogador, comissão técnica e hotel para concentração.

Isso deveria justificar a solicitação do Bragantino no conselho arbitral, quando sugeriu que fosse criado um fundo para auxílio as séries A2, A3 e B visando viabilizar o futebol nas divisões inferiores. Lamentavelmente essa ideia foi prontamente atacada justamente pelos clubes da elite, que recebem em torno de R$13,5 milhões de cota e desdenham do campeonato. Carlos Miguel Aidar disse ao site da ESPN "Tem dirigente que faz propostas absurdas. Que montar fundo de não sei o que, para dividir com outros. Tem gente que acha que a série A1 é vitamina para os outros. E não é assim. A gente tem as nossas demandas e as nossas dificuldades"

Talvez essa seja a causa de mais de 50 clubes fechados só em São Paulo. E ainda temos que ouvir que a solução é a criação de mais séries no Brasileiro, fazendo com que os clubes pequenos sejam cada vez mais onerados com viagens longas sem direito a arrecadação, que é do mandante.

A discussão é mais séria e demanda um tempo e espaço maior. Uma discussão ampla sobre os objetivos do esporte, sem cada um querer puxar para o seu lado. Transformaram o futebol em um evento de TV para o povo, sem dar a ele o direito de escolha do time da sua cidade/estado, somente aos times da mídia. E estão matando os clubes no país do futebol! 

Marcelo Alves Bellotti

domingo, 1 de março de 2015

Vexame em Sorocaba



O Santo André protagonizou na tarde desse sábado o seu grande vexame de 2015. Após ter sido derrotado na abertura da sétima rodada pelo Oeste de Itápolis em pleno Bruno José Daniel, o time do Ramalhão retornava a campo para enfrentar o Atlético Sorocaba, até então em crise, estreando um novo técnico e beirando a zona de rebaixamento.

Antes do confronto com o Sorocaba, o time ainda vinha de uma derrota contra o Goiás, pela Copa do Brasil jogando em São Bernardo do Campo, fato que pressionava o time para uma vitória. O time veio sem nenhuma alteração, mesmo que tática, do jogo contra o Goiás.

Com relação ao jogo, não tenho condições de analisar pois não estava presente no estádio, mas pelo que pude ouvir pelo rádio dos amigos da Radio Cruzeiro do Sul, que o panorama era o mesmo das partidas anteriores, muita bola longa e poucas oportunidades de gol.

No final do primeiro tempo o time levou o primeiro gol, na etapa final o técnico Ivan Izzo abriu o time tirando o volante Jackson para a entrada do atacante Rodriguinho. Alteração que demosntrava uma coragem incomum no técnico até então. O time piorou muito ccom essa alteração, ficou mais exposto e tomou o segundo gol em um pênalti, depois o terceiro gol em uma falha do bom goleiro Neto e para finalizar tomou o quarto gol em um contra-ataque.

No final, com a goleada sofrida, veio a notícia de que Ivan Izzo já não era mais o técnico do time. O que não causou surpresa, pois isso já era um forte rumor nas arquibancadas. Muito se fala também sobre divisão dentro do elenco, que teria causado a queda do técnico.

Um fato novo após a demissão causou surpresa. A noticia de que antes mesmo do início da partida contra o Atlético Sorocaba, Ivan Izzo "já havia informado a diretoria do Ramalhão de sua saída. Ciente da vontade do treinador, um acordo comum entre as partes foi firmado e ele dirigiu o time pela última vez em Sorocaba."

Estranho o fato de que ele tenha sido colocado para dirigir o time após isso. A diretoria colocou em campo ontem para dirigir o time em uma partida decisiva, onde a derrota poderia custar o acesso e colocar em risco todo o investimento feito até agora! Não vai aqui nenhuma dúvida quanto ao aspecto moral do Ivan, tampouco um questionamento sobre a sua idoniedade ou qualquer coisa nesse sentido, porém uma derrota, da forma que aconteceu para um time que flertava com a zona de rebaixamento e que até a partida de ontem tinha feito apenas 5 gols em 6 jogos provoca comentários e ilações completamente desnecessárias.

O fato é que o time segue com apenas dez pontos em sete jogos e está a quatro pontos da zona de classificação, o time agora precisa juntar os cacos, contratar um técnico e seguir em frente. Nomes como Ito Roque, Marcelo Veiga e até Luiz Carlos Ferreira tem sido comentados em redes sociais. Vamos aguardar

Ficha Técnica:
Atlético Sorocaba 4x0 Santo André
Data:28/02/2015
Local: estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba.
Árbitro: Alessandro Darcie
Assistentes: Orlando Coelho Junior e Haislan Alves de Morais
Gols: Caio, aos 41′ do 1ºT e aos 8’ do 2°; Romário aos 15’ do 2° e Bonfim aos 25’ do 2°

Santo André: Neto; Jean (Samuel Santos), Jonas, Rayan e Renato Peixe; Jackson (Rodriguinho), Ramalho, Helton Luiz e Guilherme Garré; Anderson Bartola e Müller Fernandes (Tauã). 
Técnico: Ivan Izzo 

Atético Sorocaba: Adilson; Alex(Lucas Vieira), Dezinho, Doni e Canhoto(Atila); Bonfim, Elielton, Tufa(Deyvid Sacconi) e Romário; Caio e Matheus Guerreiro. 
Técnico: Rui Scarpino 

Marcelo Alves Bellotti